Blog Ergo Sum II |
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domingo, dezembro 08, 2002
Soneto à Formiga:
Andas feito tonta a vasculhar febril Não me deixas dormir ocupando espaços Diabeticamente alucinados esses teus passos Pelo meu prato ou minha cozinha ou meu quadril Espalhando pela boca teu ácido fórmico Deixando pequenas patinhas em minha fórmica Avanças em meus restos de forma tétrica Sinto a raiva invadindo meu corpo tísico Quero jogar-te pela janela, mas voltas E atrás de ti, primas e irmãs escoltas A falta de compaixão me inunda Vou atrás de ti, correndo insano Na compulsão de, num ato desumano Apertar-lhe, com meu dedão, a bunda
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