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sexta-feira, janeiro 10, 2003
Poeminha me perguntou se eu gostaria de fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo: Respondi, usando uma lógica afetiva, que não: que amo uma mulher de cada vez e que só faço amor com quem amo. Em resumo, que sou monogâmico. Mas não é bem assim. A verdade é que gosto de fazer amor como gosto de escrever poesia. De forma única, sentimental, intensa. Com todo meu coração e toda minha imaginação voltada para aquele instante e para aquele tema. O papel é minha cama quando escrevo. As palavras são carícias. O êxtase do poema pronto é o mesmo do gozo. Ver alguém amando o poema é o mesmo que sentir as contrações do gozo da pessoa amada. Entrego-me, de corpo e alma, ao meu tema: seja o poema, seja a mulher. E nunca consegui fazer um poema enquanto pago uma conta no banco ou compro livros pela internet. Nem mesmo consigo deitar-me ao mesmo tempo com dois poemas. Mais que isso, nunca tive vontade ou intensão de fazê-lo, e cada vez que o telefone toca enquanto escrevo um poema, brocho. E preciso de novo me entregar ao poema ao final do chato incômodo. Portanto, nunca faria amor com duas mulheres ao mesmo tempo.
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