Blog Ergo Sum II |
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quinta-feira, maio 29, 2003
terça-feira, maio 27, 2003
Tou arrasado... Corpo de Chediak é enterrado no cemitério do Caju, no Rio Tenho uma porção de livros dele... Até um roubado da Míriam... segunda-feira, maio 26, 2003
domingo, maio 25, 2003
Dicas de culinária para homens solteiros Você convidou aquela morena de olhos verdes que você estava rodeando faz um mês para um jantar. Para impressioná-la, você prometeu que faria o jantar. Parecia a melhor dar idéias até você entrar na cozinha e perceber que não consegue diferenciar o escorredor de macarrão do ralador de queijo. Aqui estão algumas dicas para enfrentar a situação: - Compre produtos da melhor marca. Minimiza o risco de você ter que se esforçar muito para a comida ficar boa. Ligue para sua mãe do supermercado e peça conselhos sobre as melhores marcas de massa e peixe. Ah, peixe não tem marca? Mas qual o melhor tipo? - Sim, os melhores também são os mais caros! Pense no verde dos olhos dela, respire fundo e coloque os produtos no carrinho. Não se esqueça de um bom vinho. Não, Sang du Bois não é um bom vinho, mesmo com sotaque em francês. - Chegando em casa, ligue de novo para sua mãe e peça para ela te explicar como preparar o haddock ao molho de gorgonzola e o rondelle de ricota, passas e nozes. Passe pelo questionário que sua mãe vai fazer sobre a moça (obviamente, a essa altura, se não antes, sua mãe já sabe que você está querendo cozinhar para impressionar uma moça). Anote as receitas. - Siga as instruções passo a passo. - Procure um artigo na internet de algum degustador de vinho dizendo que não é mais considerado errado tomar vinho tinto com peixe e massa branca. - Volte correndo à cozinha para descobrir o que faz tanta fumaça. - Tire a travessa com o peixe do fogão. - Tire a panela com a massa do forno. - Inverta! Massa primeiro no fogão e peixe pro forno. - A campainha toca. Sua visita está duas horas adiantada... Você abre a porta e dá de cara com sua mãe. Ela corre para a cozinha rindo debochadamente da fumaça que continua saindo. - Sua mãe toma conta da cozinha. Você tenta, em vão como sempre, dissuadi-la a lhe deixar fazer alguma coisa. Sua mãe prepara a comida, o cheiro está realmente delicioso. - Sua paquera chega. Sua mãe resolve ficar para o jantar. - Sua mãe te envergonha contando casos de infância. - No dia seguinte, no escritório, todas as mulheres te olham com um sorriso irônico: "olha lá o cara que convida a mãe pro primeiro encontro". sexta-feira, maio 23, 2003
Pra quem não acredita que eu fui pro Canadá!
Eu sou o da esquerda. Atrás, a prefeitura nova de Toronto. E, Lu Alves, muito obrigado pela foto!!! quinta-feira, maio 22, 2003
Você se expõe demais. Me dizem. Assim você sofre demais. Me dizem. Mas não adianta: nasci com a alma nudista... segunda-feira, maio 19, 2003
Há : 586 racionalizações que venho criando como justificativa para minha covardia em relação a você (uma para cada quilômetro entre Beagá e Sampa...). Dentre as principais estão: - Meu bigode ia te sujar de rimel; - Não havia tempo suficiente; - Minhas relações (um tanto incomuns) com diversas pessoas (em comum) tenderiam a bagunçar o coreto; - Covardia; - Tendência à vida celibatária e eclasiástica; - Seus olhos (não, peraí... seus olhos fazem parte das razões d'eu odiar as racionalizações...); - Platão; - Sono e a falta de sono; - O fato dos gatos realmente terem sete vidas (razão tão boa quanto qualquer outra racionalização...); - You say "poteitous" and I say "potatous", em especial sobre cães e gatos; - Eu me apaixonaria - irremediável, inquestionável e incorrigivelmente - por você. sexta-feira, maio 16, 2003
Inocência Perdida Fui menino até os 23 anos... Lembro-me bem que uma vez, na porta do colégio, a Míriam me convidou para almoçar na casa dela. - Vamos comer? - ela disse. E eu: - Quem? Ela riu muito. Para mim, era apenas uma piada antropofágica... Só entendi porque ela riu tanto aos 27. E ela ria, olhava para minha cara, dizia: - E ele nem percebeu o que falou! - e ria em dobro... Tudo bem, confesso que não fiquei adulto por opção. Tanto que faço questão que todo beijo tenha gosto de primeiro beijo... Mas percebo que a infância é um período cada vez menor do desenvolvimento. Pelas últimas estatísticas, uma menina já pode ser considerada adolescente aos 10 meses de idade. As primeiras palavras da filha de um casal amigo foram "telefone celular". Mas minha percepção dos fatos não me prepara pra tudo. Hoje, por exemplo, eu vinha no ônibus para BH. Atrás de mim, duas meninas com seus 8 anos. Adolescentes típicas: relógio, walkman, celular, coca-cola light e chiclete diet. Vinham cantarolando até que uma ofereceu o chiclete para a outra. Quebraram o silêncio do ônibus com a mastigação típica até que uma, revoltada, diz: - Chicletes é uma porra, mesmo!!! - Por quê? - pergunta a outra. - Eu nunca sei se cuspo ou engulo... Eu confesso, não tava preparado pra isso. A inocência perdida do título, no caso, é a minha... terça-feira, maio 13, 2003
Conversa hoje com a Natália, que quer me arrumar uma namorada imediatamente. Diz ela que eu não tenho estrutura mental pra ficar sozinho e que se isso continuar muito tempo, vou acabar feito o Wally (personagem do Dilbert). Conta-nos o Wally que às vezes finge que está engasgado. Ele prende a respiração, tosse e fica apontando as costas, até que alguém chega para fazer uma Manobra de Heimlich. Então ele vira de repente só pra de vez em quando ganhar um abraço... E diz Nati que eu vou ficar assim. Então ela começou a investigar as mulheres à minha volta. Pediu descrição das pessoas que eu conheço em Sampa e ficou analisando. Enfim: gostou de algumas e tá me pondo fogo pra ir atrás delas. Esse é um fragmento de uma de nossas conversas sobre o assunto: Natalia: uai gu, essa aí pode dar caldo.... conselho meio galinha: sai cas duas, vc ainda num tem q escolher... :) MSNAugusto: Pois é... E ela tem outra coisa: é mais alta q eu. Vai ser a primeira (se acontecer alguma coisa...) Natalia: :) Todo mundo vai falar: vc viu o mulherão do augusto? MSNAugusto: E vão responder: só as pernas... :) Aliás, ela tem muito bom gosto pra cintos... Natalia: PERNAO!!!! Natalia: :) :) :) Natalia: Vamos providenciar uns enchimentos sapatais pra você. MSNAugusto: Mas dizem q na vertical é ótimo, pq vc pode ficar beijando os seios enqto transa... Natalia: nao, bobo, umbigo com umbigo dá =. Vc vai usar salto? MSNAugusto: Não, vou chupar laranja olhando o teto (pra treinar). Natalia: :) boa tática!!! Tétricas Teorias Hipotéticas: Exemplos e conselhos Uma séria, para variar. Começa com um exemplo pra exemplificar o caso dos exemplos... Um colega hoje me pediu para dar palpite numa proposta de paper dele. Eu li a proposta e comecei a conversar com ele sobre metodologia. Estava defendendo a hipótese de que a metodologia tem que ser escolhida de acordo com as hipóteses que a gente faz e que no caso dele, ele precisava melhorar a hipótese porque daí ele poderia escolher uma metodologia mais adequada do que a que ele havia proposto. Então exemplifiquei dizendo: se você escolher "retenção de talentos" como sua hipótese, você pode montar sua metodologia em cima de tentar identificar as empresas que retém talentos e ver o que elas têm em comum... Uma amiga nossa, que ouvia a conversa, disse: eu não concordo! Retenção de talentos não é um bom tema... Essa é uma coisa que acontece muito comigo (por isso imagino que deve acontecer muito em geral): eu uso um exemplo ou uma metáfora para falar sobre um processo e as pessoas tomam a metáfora como o real, ou o exemplo como conselho. Não me passou pela cabeça dizer ao meu colega quais as hipóteses que ele devia pesquisar. Afinal, a pesquisa é dele. Peguei retenção de talentos porque era a primeira de uma longa série de fatores que ele havia colocado na revisão bibliográfica. O que importava para mim era o processo metodológico. Já tive discussões homéricas com pessoas porque elas pegaram meu exemplo como o que importava, enquanto que o que eu queria era que a pessoa entendesse os processos por trás do exemplo. No pouco tempo em que fiz psicologia clínica e durante consultorias, descobri que precisava tomar muuuito cuidado com isso, como naquela piada da lógica portuguesa do aquário. Aí fiquei pensando no porquê de se fazer isso. E a hipótese que me veio na cabeça é que aceitar um conselho (ou recusá-lo) é muito mais "tranquilizador" do que entender um processo e ter que refletir sobre ele. No caso em questão, por exemplo, acho que o que a nossa colega queria era acabar rápido com a "dúvida" de "o que fazer do meu paper?". A dúvida tem sido banida dos ambientes de pesquisa, pelo menos dos que eu convivo... Seria por que a dúvida remete à incerteza? Será que até nisso se pode ser Freudiano? Queria saber se alguém já fez alguma análise sobre o positivismo, o racionalismo e o funcionalismo como "tentativas sociais de controle das pulsões e alívio das tensões relacionadas a essas pulsões", como descreve Freud no Totem e Tabu e em outros textos sociológicos. Para mim, a essência da pesquisa deveria ser a reflexão sobre a dúvida. Não para exterminá-la. Pelo contrário, para aprofundá-la. PS: As duas últimas Revistas de Administração de Empresas - RAE - trouxeram artigos que aprofundaram minha dúvida sobre como se faz ciência hoje. Depois preciso escrever sobre isso. sábado, maio 10, 2003
Não sou obrigado... O que a gente não faz pelas amigas, né? Por exemplo: baixei "P da vida" do Dominó, no Kazaa... Só sendo muito amigo mesmo pra fazer isso... Meu computador ficou tão revoltado que deu uma tela azul escrita: "General Taste Failure" e desinstalou minha placa de som... Tive que colocar "Eu te devoro", do Djavan, pro computador destravar... terça-feira, maio 06, 2003
Standing Outside The Fire
Written by: Garth Brooks, Jenny Yates ---------------------------------------------------------------------------- We call them cool Those hearts that have no scars to show The ones that never do let go And risk the tables being turned We call them fools Who have to dance within the flame Who chance the sorrow and the shame That always comes with getting burned But you've got to be tough when consumed by desire 'Cause it's not enough just to stand outside the fire We call them strong Those who can face this world alone Who seem to get by on their own Those who will never take the fall We call them weak Who are unable to resist The slightest chance love might exist And for that forsake it all They're so hell-bent on giving ,walking a wire Convinced it's not living if you stand outside the fire Standing outside the fire Standing outside the fire Life is not tried, it is merely survived If you're standing outside the fire There's this love that is burning Deep in my soul Constantly yearning to get out of control Wanting to fly higher and higher I can't abide Standing outside the fire Olha que melhora: a música tema agora é Standing Outside the Fire... segunda-feira, maio 05, 2003
domingo, maio 04, 2003
Às vezes, por alguma estranha razão, uma música acaba descrevendo exatamente o que você tá sentindo, como se fosse uma trilha sonora. Minha música hoje seria: Inda lembro o que passou, eu e você em qualquer lugar, dizendo "aonde você for eu vou"... E quando eu perguntei ouvi você dizer que eu era tudo o que você sempre quis. Mesmo triste eu tava feliz e acabei acreditando em ilusões... Eu nem pensava em ter que esquecer você. Agora vem você dizer: "Amor, eu errei com você, e só assim pude entender que o grande mal que eu fiz foi a mim mesmo." Vem você dizer: "Amor, eu não pude evitar..." E eu te dizendo "liga o som e apaga a luz..." Com a Marisa Monte e o Ed Motta Será que eu não consigo simplesmente ligar o som e apagar a luz? sexta-feira, maio 02, 2003
Vou contar uma coisa do outro mundo pra vocês: Ontem, eu cheguei tão bêbado em casa que quando o porteiro abriu a porta, ao invés de dizer muito obrigado, eu disse: Muito embriagado. Ao invés de "de nada", ele respondeu "percebe-se". Fiquei meio sem entender... quinta-feira, maio 01, 2003
Tétricas Teorias Hipotéticas: Boo e o retorno do recalcado James P. Sullivan é um funcionário exemplar. Todos os dias ele acorda cedo e treina para ser o melhor trabalhador de sua empresa. E ele é! Tanto que está a ponto de se tornar o detentor do recorde de todos os tempos de sustos. Sully, como é conhecido, é o funcionário padrão da Monstros S.A. Seu principal recurso de trabalho encontra-se atrás de uma porta de armário fechada. O que há lá dentro, produz energia para toda a cidade. No entanto, o que há lá dentro não deve nunca, em hipótese alguma, ser solta no mundo dos monstros. É uma tóxica, letal e cheia de germes criancinha. Um simples contato com o ser do outro lado e pronto. Você está morto ou precisa, no mínimo, ser descontaminado por forças sociais poderosas: A Agência de Detecção de Crianças! (PS: Se você não viu o filme, é melhor parar por aqui, ou vai perder a graça...) Sully é perfeito em seu trabalho até que, um dia, uma porta fora do lugar acaba por levá-lo a deixar uma criança entrar em seu mundo. A princípio, é o total pânico para ele. Medo da criança, medo de ser banido da sociedade dos monstros, medo da morte... O tempo passa e ele, lá pelas tantas, descobre que a criança - que ele chama de Boo - não é assim tão perigosa. Mais que isso, ele descobre que se a opressão pelo medo é capaz de fazê-la gerar energia, uma gargalhada saudável da menina é capaz de gerar 10 vezes mais! Essa descoberta vai mudar não só a vida de Sully como de toda a sociedade. Agora me digam: é um filme psicanalítico ou o quê? ![]() |