Blog Ergo Sum II |
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segunda-feira, julho 14, 2003
Novo blog: Interstício da Solidão Espero que todo mundo goste! PS: Com esse novo blog, me declaro oficialmente fora do buraco. :) terça-feira, julho 08, 2003
Dois sinônimos by Otávio "Kiko" Galery Metáfora = Náscoxa (método contraceptivo) Baixa combustão = anã arquiteta Só pra ninguém esquecer que a capacidade dele de falar besteira é infinitamente maior que a minha... Ontem tomei bronca. Isso porque não comi exatamente o que um nutricionista chamaria de "uma refeição saudável"... Sanduíche de frango. Como a pessoa que deu a bronca é muito especial, resolvi me alimentar melhor hoje: - Salada de tomate e alface com um pouco de tempero; - Duas fatias de queijo pra afirmar a mineiridade; - Peito de frango magro, feito sem gordura, só com sal, desfiado; - Tudo isso dentro de um pão tipo baguete... Aiaiai, essa minha vida de dona de casa... Pois hoje eu consegui convencer a D. Nair (Obrigado, Deus, pela D. Nair) a vir aqui arrumar a minha casa. Como vou receber visita importante na quinta feira, eu PRECISAVA dela! E, com todo seu bom coração, ela acabou vindo. OU isso ou pelo fato de ser muito difícil andar comigo agarrado à sua perna... O importante é que ela veio. No meio da manhã, para deixá-la arrumar o quarto (como se tivesse outra coisa pra ela arrumar...) resolvi dar um pulinho no Extra. - D. Nair, tou indo ao Extra, a senhora precisa de alguma coisa? - Oh, Seu Augusto, era bom o senhor comprar um pouco de cândida. Abri um sorriso: - Ah, a cândida acabou? Ela abriu um maior: - Acabou sim, Seu Augusto. ... Como se eu fizesse a menor idéia do que é cândida! Saí, suspeitando que a resposta de D. Nair tinha sido só pra não me embaraçar, pois não me lembro de já ter comprado cândida na minha vida, e toquei as pernas pro supermercado. É muito difícil comprar algo que você não sabe o que é nem como se parece... Cândida vem em lata ou em caixa de papelão? É sólido ou líquido? É de ligar na tomada? Rodei todas as seções possíveis, dos sapatos aos utensílios sexuais (formas de gelo, graxa de carro etc.), e nada da cândida. Enfim, parei por horas a fio na frente do corredor de limpeza, minha cara retorcida pela dúvida... Passou uma mocinha com uniforme do Extra... Eu a parei: - Por favor, vc tem cândida? Ela sorriu um sorriso envergonhado: - Tenho sim, aquele canalha. Mas já estou tratando... QUE DIABOS É CÂNDIDA?????????? Bom, de qualquer jeito minha intuição achou melhor não perguntar "em que corredor fica?" sexta-feira, julho 04, 2003
Ele tinha pânico mesmo de conhecer era o cachorrinho da nova namorada. Sabia que o pai e a mãe, por mais que odiassem, seria gentis. Sabia que os amigos dela falariam só pelas costas. Mas cachorros não usam esses subterfúgios sociais. Por isso tinha pânico era do cachorrinho. Até porque ela amava o bichano. E ele detestava cachorro. E os cachorros em geral o odiavam. Era recíproco e sincero a aversão mútua. Por isso, quando foi pro apartamento dela, seu coração batia. Ele tentou postergar: "Não quer dar uma passada na sua mãe? Ainda é cedo e eu não conheço..." O olhar dela de desejo desanimou qualquer tentativa dele de fugir do encontro. Era o apartamento e . Respirou fundo, tentando racionalmente se acalmar. Mas a palma da sua mão suava no volante... E não é que se adoraram! A princípio o cão olhou meio ressabiado, mas ela era sábia e foi ao banheiro, deixando os dois sozinhos na sala. E fez hora... Quando voltou, os dois animadamente brincavam de pegar graveto, a sala transformada em quintal. O cachorro corria feliz, pegava a caixinha vazia de remédio usado como graveto, trazia de volta para ele e já virava a barriguinha. Ele coçava a barriga do canino até que ele soltasse a caixa, então a pegava, atirava e esperava, com um sorriso, o cão voltar. Mais tarde ele protestou quando ela fechou o cão na sala para que os dois ficassem a sós no quarto. O cachorro gania na sala... Tiveram sua primeira indisposição quando ela, dando uma bronca no cachorrinho, prendeu-o na cozinha, para que parasse de ganir. Ele comentou com ela que, por vezes, o cachorro olhava para ele com um olhar quase humano. Ela disse "um-hum" enquanto deixava escorregar o vestido. E então o cachorro foi prontamente esquecido. Acordaram ao meio dia do dia seguinte, com a campanhia tocando. Era a mãe da moça. Ela se apavorou: a mãe podia até ser moderna, mas encontrar alguém dormindo na casa da filha era demais! Tramaram com a empregada. Ele saiu pela porta da cozinha assim que a porta da sala se fechou, e a empregada apareceu na sala dizendo "bom dia", como se tivesse chegado atrasada. Depois de fazer um pouco de hora, ele desceu e tocou o interfone. "Que coincidência, mãe" caradepou a moça "vai poder conhecer meu novo namorado, que veio de surpresa". Ele entrou meio descabelado pela porta, com cara de culpa, mas cumprimentou a mãe. Sentaram-se, conversaram-se e conheceram-se, mas ele deu por falta do cachorro e, se traindo, o chamou pelo nome. E lá veio o cachorro, feliz da vida, para retomar a brincadeira, trazendo um novo brinquedo na boca: a caixinha de camisinhas que os dois esvaziaram durante a noite... E o olhar quase humano do cachorro dizia, claramente: vingança!!! |