Blog Ergo Sum II

Renasço como Fênix! Isso no meu ombro é cinza, e não caspa!!!

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quarta-feira, dezembro 31, 2003
 
Ontem conheci uma senhora que realmente tem bom humor sobre a própria idade. Afirma que sua vida é um saco. Eu estranho e ela explica: cheia de rugas! Sua perna é cheia de vasinhos estourados e, acima deles, ela tatuou margaridas. "Pra enfeitar", completa, sorridente.
Perdeu quase todo o cabelo então comprou uma peruca. Branca. Ela então cuidadosamente pintou a peruca de loiro forte. O cuidado foi para ter certeza de que as raízes continuassem brancas. Quem iria descofiar - ela afirma - que um cabelo com raízes brancas é artificial? Faz um certo sentido...
Diz a senhora que seu maior orgulho são os dentes e é por isso que ela os mantêm guardados a sete chaves. Prefere sair na rua banguela do que expor a dentadura às intempéries.
Sexo? Sim, ela ainda faz sexo. Com um garoto de 18 anos para o qual ela paga casa, comida e carinho. Só não paga um oftalmologista.
O menino reclama que não enxerga nada mas ela diz, com sua voz mais sexy: segue o cheiro, amor. Segue o cheiro!!!


quinta-feira, dezembro 25, 2003
 
Eu disse pro meu amor: Amo você completamente, irremediavelmente e irrefutavelmente. Ela me respondeu: Nossa, amor! Quantos advérbios de modo!!!


terça-feira, dezembro 23, 2003
 
- Amor, você nunca me pagou um boquete...
- Isso é jeito de falar?
- Ah, amor! Eu acho romântico. Por que você nunca me pagou um boquete?
- Você endoidou de vez...
- O que tem de mais?
- Rosaura, você não tem pinto!
- Nossa, seu grosso! O que isso tem a ver?
- É o que eu quero saber!!! Do que você está falando?
- De você comprar pra mim um boquete de rosas, pode ser até de margaridas, sei lá...
- Ah!... Esse aí fala é buquê...
- Buquê? Buquê você já me deu... Então esquece...


quarta-feira, dezembro 17, 2003
 
Acabei de ver um livro chamado: Organização e Métodos - Uma visão holística, de Antônio Cury.
Pensei, então, em alguns livros pra seguir a série.
- Planejamento Exotérico - uma visão cabalística;
- Contabilidade Transpessoal - psicografado por Chico Xavier;
- Seleção de Pessoal através da Aura - uma visão Kirleana.

O pior é que pelo menos esse último já deve existir...


sexta-feira, dezembro 12, 2003
 
Olha que lindo a história que a Ana me mandou:

Tudo começou comigo deixando roupas pra diarista dela lavar. Vcs sabem que quando um lado do casal começa a lavar roupa na casa do outro, é que a coisa está mesmo séria...
De qualquer forma, deixei uma calça lá que foi prontamente lavada pela competente Rose. Então a Ana me mandou o seguinte:

"Aconteceu uma coisa legal: fui usar o "seu" banheiro e quando vi a Rose tinha lavado uma calça minha e outra sua e deixou as duas juntinhas, uma em cima da outra, pra secar, no box do banheiro. Enquanto não nos vemos, pelo menos nossas calças fazem amor...."

Pelo menos elas... Mas que é a primeira vez que eu sinto inveja de uma calça, é.


quinta-feira, dezembro 11, 2003
 
Luciana Vendramini posou de novo pra Playboy. Vinte anos depois do primeiro ensaio... O que prova que as mulheres bonitas envelhecem mais devagar provando que, contra a teoria da relatividade, até o tempo é relativo. Tudo isso graças a uma droga de última geração chamada Photoshop, que funciona mais ou menos como um retrato de Dorian Grey às avessas: Quanto mais a pessoa envelhece, mais os retratos se conservam...
Corre o boato que a Vendramini vai fazer um terceiro ensaio nua em 2023. Pra manter a tradição. Me lembrou dessa tirinha ótima que recebi por mail da D. Mãe:

Fico imaginando o ensaio. Vendramini chegando mais cedo pra se preparar, passando óleo no corpo pra dar aquele brilho ressaltando o bronzeado, colocando a pastilha de Corega Efervecente na água pra ficar com um sorriso perfeito...O fotógrafo elegantemente lhe oferecerá o braço pra que ela não precise levar o andandor até a beira da piscina... E, sentado ao fundo esperando com bom humor, o Photoshop tomará um Bloody Mary.

Ah, e dizem que a Playboy já ganhou na justiça o direito de exumar o cadáver da moça pro quinto ensaio.


segunda-feira, dezembro 08, 2003
 
E dizem que o amor deixa o sexo sem graça... Vejam meu caso, por exemplo: eu, nu, sou um monte de gordura branca cheia de cabelo. Pareço um torresmo cru de butiquim copo sujo do interior. E ainda assim, a Ana tem tesão por mim!
Agora me conta: isso é amor ou não é?


sexta-feira, dezembro 05, 2003
 
Fiquei um tempo de mau humor... Sabem como é? Tava insuportável e, pior de tudo, achava que tava normal. Sofreram os amigos, é claro, que tiveram que me suportar...
Minhas frases preferidas nos últimos tempos:
- Se riso fizesse bem pra saúde, hiena vivia duzentos anos...
- Minha vista continua perfeita, é o mundo que tá mais embaçado...
- Nem ligue pro cão, cuidado é com o dono!

Sofreu mais ainda quem se fez de vítima... Uma amiga por exemplo, começou a dizer que tinha perdido 6 quilos, mas ainda precisava perder mais dois. Tentei ser gentil e disse "Corta um lóbulo dessa sua orelha de abano". Não adiantou, ela continuou dizendo que precisava perder mais dois, que ser gorda era horrível e coisas assim.
Ainda tentando ser gentil, eu disse a ela: "Quer saber, o que te atrapalha a arrumar namorado não é toda sua gordura. É a sua cara de velha!"
Desde então ela não fala comigo... Alguém entende as mulheres? Eu não entendo. 'Inda mais de mau humor...


terça-feira, agosto 19, 2003
 
Sobre a sopa:

Bom, tou sem tempo, mas deixa eu dizer que hoje, com ajuda de D. Mãe e seu CookHelp 0-800 (ou 9-031...) fiz uma sopa pela primeira vez. Os comentários rápidos são os seguintes:
- Descascar chuchu é uma das piores sensações que existe, ele deixa a mão esquisitíssima, toda grudando,
- Como não tenho saco pra picar coisas pequenas, a sopa ficou parecendo um Yakissoba;
Mas ainda assim, tudo bem, acho que a sopa ficou ótima!

Pra terminar, alguém me empresta um prato fundo?


segunda-feira, julho 14, 2003
 
Novo blog:
Interstício da Solidão
Espero que todo mundo goste!

PS: Com esse novo blog, me declaro oficialmente fora do buraco. :)


terça-feira, julho 08, 2003
 
Dois sinônimos by Otávio "Kiko" Galery

Metáfora = Náscoxa (método contraceptivo)
Baixa combustão = anã arquiteta

Só pra ninguém esquecer que a capacidade dele de falar besteira é infinitamente maior que a minha...


 
Ontem tomei bronca. Isso porque não comi exatamente o que um nutricionista chamaria de "uma refeição saudável"... Sanduíche de frango.
Como a pessoa que deu a bronca é muito especial, resolvi me alimentar melhor hoje:
- Salada de tomate e alface com um pouco de tempero;
- Duas fatias de queijo pra afirmar a mineiridade;
- Peito de frango magro, feito sem gordura, só com sal, desfiado;
- Tudo isso dentro de um pão tipo baguete...



 
Aiaiai, essa minha vida de dona de casa...

Pois hoje eu consegui convencer a D. Nair (Obrigado, Deus, pela D. Nair) a vir aqui arrumar a minha casa. Como vou receber visita importante na quinta feira, eu PRECISAVA dela! E, com todo seu bom coração, ela acabou vindo. OU isso ou pelo fato de ser muito difícil andar comigo agarrado à sua perna...
O importante é que ela veio.
No meio da manhã, para deixá-la arrumar o quarto (como se tivesse outra coisa pra ela arrumar...) resolvi dar um pulinho no Extra.
- D. Nair, tou indo ao Extra, a senhora precisa de alguma coisa?
- Oh, Seu Augusto, era bom o senhor comprar um pouco de cândida.
Abri um sorriso: - Ah, a cândida acabou?
Ela abriu um maior: - Acabou sim, Seu Augusto.

...

Como se eu fizesse a menor idéia do que é cândida!

Saí, suspeitando que a resposta de D. Nair tinha sido só pra não me embaraçar, pois não me lembro de já ter comprado cândida na minha vida, e toquei as pernas pro supermercado.
É muito difícil comprar algo que você não sabe o que é nem como se parece... Cândida vem em lata ou em caixa de papelão? É sólido ou líquido? É de ligar na tomada? Rodei todas as seções possíveis, dos sapatos aos utensílios sexuais (formas de gelo, graxa de carro etc.), e nada da cândida. Enfim, parei por horas a fio na frente do corredor de limpeza, minha cara retorcida pela dúvida...
Passou uma mocinha com uniforme do Extra... Eu a parei: - Por favor, vc tem cândida?
Ela sorriu um sorriso envergonhado: - Tenho sim, aquele canalha. Mas já estou tratando...
QUE DIABOS É CÂNDIDA??????????

Bom, de qualquer jeito minha intuição achou melhor não perguntar "em que corredor fica?"


sexta-feira, julho 04, 2003
 
Ele tinha pânico mesmo de conhecer era o cachorrinho da nova namorada. Sabia que o pai e a mãe, por mais que odiassem, seria gentis. Sabia que os amigos dela falariam só pelas costas. Mas cachorros não usam esses subterfúgios sociais. Por isso tinha pânico era do cachorrinho.
Até porque ela amava o bichano. E ele detestava cachorro. E os cachorros em geral o odiavam. Era recíproco e sincero a aversão mútua.
Por isso, quando foi pro apartamento dela, seu coração batia. Ele tentou postergar: "Não quer dar uma passada na sua mãe? Ainda é cedo e eu não conheço..."
O olhar dela de desejo desanimou qualquer tentativa dele de fugir do encontro. Era o apartamento e . Respirou fundo, tentando racionalmente se acalmar. Mas a palma da sua mão suava no volante...
E não é que se adoraram! A princípio o cão olhou meio ressabiado, mas ela era sábia e foi ao banheiro, deixando os dois sozinhos na sala. E fez hora...
Quando voltou, os dois animadamente brincavam de pegar graveto, a sala transformada em quintal. O cachorro corria feliz, pegava a caixinha vazia de remédio usado como graveto, trazia de volta para ele e já virava a barriguinha. Ele coçava a barriga do canino até que ele soltasse a caixa, então a pegava, atirava e esperava, com um sorriso, o cão voltar.
Mais tarde ele protestou quando ela fechou o cão na sala para que os dois ficassem a sós no quarto. O cachorro gania na sala...
Tiveram sua primeira indisposição quando ela, dando uma bronca no cachorrinho, prendeu-o na cozinha, para que parasse de ganir.
Ele comentou com ela que, por vezes, o cachorro olhava para ele com um olhar quase humano. Ela disse "um-hum" enquanto deixava escorregar o vestido. E então o cachorro foi prontamente esquecido.

Acordaram ao meio dia do dia seguinte, com a campanhia tocando. Era a mãe da moça. Ela se apavorou: a mãe podia até ser moderna, mas encontrar alguém dormindo na casa da filha era demais!
Tramaram com a empregada. Ele saiu pela porta da cozinha assim que a porta da sala se fechou, e a empregada apareceu na sala dizendo "bom dia", como se tivesse chegado atrasada.
Depois de fazer um pouco de hora, ele desceu e tocou o interfone. "Que coincidência, mãe" caradepou a moça "vai poder conhecer meu novo namorado, que veio de surpresa".
Ele entrou meio descabelado pela porta, com cara de culpa, mas cumprimentou a mãe. Sentaram-se, conversaram-se e conheceram-se, mas ele deu por falta do cachorro e, se traindo, o chamou pelo nome.
E lá veio o cachorro, feliz da vida, para retomar a brincadeira, trazendo um novo brinquedo na boca: a caixinha de camisinhas que os dois esvaziaram durante a noite...
E o olhar quase humano do cachorro dizia, claramente: vingança!!!


domingo, junho 29, 2003
 
Adeus, Mundo cruel: estou indo pra BH, onde a vida é mais light.
Mas volto na outra semana pra Sampa.


sábado, junho 28, 2003
 
TTH: Jung e as amebas

Dizem as teorias que no princípio era a ameba. Seres unicelulares saídos do caldo primevo num planetinha perdido numa galáxia insignificante.
E por alguma razão, essas amebas começaram a se juntar umas às outras, talvez por proteção, talvez por medo, talvez por tesão, talvez por amor (já sugeri em algum lugar que o menor denominador comum - o real "átomo", indivisível - de toda a matéria seja o amor...).
De qualquer forma, se uniram de tal forma que tornaram-se um só: o ser vivo pluricelular.
E mais e mais amebas foram se juntando, se especializando etc. etc. etc., até chegarmos aos seres humanos, "ápice" da evolução. Mas a verdade é que cada célula do nosso corpo, por mais especializada que seja, ainda se parece muito com aquela primeira ameba solitária. Temerosa, excitada e amorosa.
O que nos leva à questão da consciência: você, que está aí pensando que é a razão personalizada, você nada mais é que o inconsciente coletivo das milhões de amebas que constituem o seu corpo.


quinta-feira, junho 26, 2003
 
Comprei um quilo de chocolate. É, eu sei... Mas foi antes de voltar pra terapia - pois é, eu disse que ia voltar... voltei... - mas o chocolate já estava comprado, fazer o que, senão comê-lo? A boa notícia é que comprei o chocolate na segunda, já é quinta e ainda tem chocolate. Não muito, umas cem gramas... Mas tem!
Hoje, fui comer mais um cadinho. Pus o chocolate na pia, peguei uma faca pontuda e passei a quebrar o chocolate como quem ataca uma rapadura descontrolada. Então percebi que uma formiguinha subia pelo tuperware. Observei seu esforço para ultrapassar as bordas reviradas do tuperware e dar de antenas com os icebergs de chocolate picotado.
Como correu, a formiguinha! Maravilhada, desceu a lateral do vasilhame balançando desorientada as anteninhas. Chegou a tropeçar quando duas de suas pernas tentaram correr para um pedaço de chocolate à direita, três correram pra esquerda e a restante freiou, extasiada... Juro que pude ouvir as gargalhadas da moça, suas antenas vibrando como varetas de caçar água no deserto.
Com meu dedo indicador direito, esmaguei a formiga.

A princípio senti culpa, mas depois concluí que meu dedo era nirvana. E toquei minha vida...

A tempo, hoje de manhã, um professor amigo na GV viu minhas mãos descascando. "Ácido úrico", decretou. "Você tem comido muito chocolate?"
Mas não é chocolate, viu? É paixão tentando escorrer pra fora, sem ter vazão. Tenho certeza disso...


quarta-feira, junho 25, 2003
 
Há algum tempo atrás lembro de ter escrito como eu havia ficado assustado ao constatar que agora se fazia leite com Ômega 3, um componente que deve ser dos mais nutritivos - vá saber... - mas que é tirado dos peixes. Leite de peixe me pareceu uma idéia tão exdrúxula quanto suco concentrado de tainha ou refrigerante de bagre. Imaginem: Fanta sabores! Roxa pra uva, vermelha pra morango, verde pra frutas cítricas e cor de lama pra bagre...
O fato é que hoje fiz um delicioso jantar pra mim: espaghetti ao molho de atum e palmitos. Devo confessar que já estou ficando meio cansado de espaghetti. Até comprei uns miojos pra variar um pouco... De qualquer forma, de sobremesa, comi uvas. Uvas Thompson, que eu adoro, porque não dá o menor trabalho pra comer: não tem caroço! Lá estou eu comendo minhas uvas, deitado na cama a imaginar duas lêndeas seminuas a coçar-me o estrôncio*, quando me dou conta que elas cheiram a peixe. As uvas, não as lêndeas. Cada uva que ponho na boca enche minhas narinas com o odor desagradável de peixaria.
Obviamente, acabei percebendo que minha mão havia ficado cheirando a peixe por causa do molho do espaghetti. Mas o primeiro pensamento que invadiu minha cabeça foi: pronto, agora estão fazendo uvas com Ômega 3. Iarcs.


* Ver "Mais palavreado", de Luis Fernando Veríssimo


quarta-feira, junho 18, 2003
 
Perigos!
A guerra contra o terrorismo não acabou!!! Hoje eu recebi uma carta bomba!!! E que se proclama imortal, pra piorar o caso!!!
Não vou dar nome aos bois, porque não sei se querem que espalhe, então vou usar codinomes:
Eu, Cuspe no Deserto, fiquei imediatamente feliz e gostei um tantão, viu, Cataratas do Niagara? Merecemos imortais como você! E parabéns à academia terrorista por conseguir mais um terrorista de peso pra abalar as estruturas dessa sociedade careta!!! :)
Make love not war! More Poems less bombs!

Tou orgulhoso, viu? Que amigo que é amigo compartilha as tristezas, mas também as alegrias, né? Parabéns do tamanho de um bonde!
E não se esqueça: foi você. Não agradeça ao obstáculo por ultrapassá-lo!!!

Beijo grande!


sábado, junho 14, 2003
 
Está no ar o



 
Grande noite!
Aconteceu uma noite irreal, hoje. Aliás, mais uma vez obrigado ao Pedro pela noite completamente acima das melhores expectativas!!!
Fomos ver um filme bacana: "O homem que copiava". Muito bom, vale a pena.
Aí, o Pedro sugere que a gente vá no Drosófila, um bar aqui em Sampa (com o mesmo nome de um dos melhores bares da década de 80 em BH).
Estamos lá, eu tiro alguns livros da pasta pra mostrar pro Pedro, entre eles, "Les jeux du pouvoir et du désir dans l'entreprise", do Enriquez. Um senhor ao nosso lado pede pra dar uma olhadela no livro. Quem é o senhor? Tom Dwyer!
Lá pelas tantas, depois de um bocado de papo, ele diz: Minha mulher é a Lilian. Ela era dona do Drosófila de BH! Cara: o Drosófila daqui É o Drosófila de lá!!! Surreal!!! Inacreditável!!! Aí, ele me mostra um caderninho mostrando a história do Drosófila, na Getúlio Vargas!!! Completamente surreal! Tive algumas das minhas noites mais doidas da adolescência no Drosófila!!! Que junto com o Paco Pigalle (que mudou muuuito... :-( ) e posteriormente, A Obra, são os bares mais bacanas do Udigrudi mineiro! De repente, eu estava lá, com a Lilian, falando das performances da Adriana Nãomelembrooque e da Denise Stoklos, no apartamento no segundo andar, pra onde o Drosófila mudou (depois que saiu da Getúlio Vargas).
Sintam só: O Tom Dwyer é casado com a dona do Drosófila!!!
Meu amigo: foi surreal!!!


quarta-feira, junho 11, 2003
 
- Oi...
- Oi, tudo bom?
- Sabe o que é? Eu tou tentando estudar e você tá me atrapalhando.
- Como é?
- Eu tenho prova amanhã, de estatística. Barra pesada. E não consigo concentrar...
- Mas eu...
- Por sua causa, poxa! Não dá pra dar um tempinho?
- Peraí, deixa eu entender: eu tou do outro lado da cidade e você me liga pra dizer que não consegue estudar por minha causa? Eu não tou nem perto de você!
- Tá dentro...



Nada a ver, mas diz que tem um deputado defendendo a causa do cancêr. Será ele patrocinado pela Souza Cruz?


terça-feira, junho 03, 2003
 


> Comunicamos, com pesar, o falecimento do Prof. FERNANDO CLAUDIO
> PRESTES MOTTA (FGV-EAESP), que ocorreu nesta madrugada (03.06.2003).










Olá, Prof. Motta,

Há algum tempo atrás eu havia brincado com o senhor sobre o fato de sua
aula ter "acordado" partes de mim que eu considerava enterradas, e de lá
para cá tenho alimentado muito minha face psicossociológica... Sua aula
foi inspiradora.
(...)
Eu, que depois de 8 anos de esforço tentando cavar formas de trabalhar
com uma perspectiva menos comportamental e mais profunda do
comportamento organizacional, havia finalmente desistido e decidido sair
de Minas e ir para São Paulo mexer com informática; eu, que
costumava brincar que o "psicossociólogo" dentro de mim havia morrido de
fome... E então eu me deparei com sua aula. Ainda não consegui nem
assimilar bem o que tudo isso significou para mim, mas o senhor
certamente se tornou um símbolo do retorno aos sonhos.
(...)
Atenciosamente,

Augusto Galery



 
A meleca da minha insônia voltou com toda força... Droga.
Hoje, passei a madrugada lendo o Blog Ergo Sum original. Puxa, eu tava muito mais inspirado naqueles dias, viu? Ri pra burro de mim mesmo, como um idiota...


segunda-feira, junho 02, 2003
 
Estou escavando o fundo do poço.
Acontece às vezes: uma vontade de saber se já cheguei mesmo ao fundo, pra sempre descobrir que dá pra entrar mais um pouquinho.
De qualquer forma, tenho encontrado coisas interessantes aqui: sapatos velhos, discos de vinil, poesias e sentimentos reciclados, uma calcinha (nem perguntem... Eu também não sei...), dois livros e toneladas e toneladas de dúvidas. Elas funcionam mais ou menos como Krill, sendo eu a baleia cachalote que delas me alimento...
Ou seja: preciso voltar pra terapia!



Nada a ver, mas estava aqui pensando em abraçar a vida do celibato quando me lembrei de uma historinha antiga:
Diz que em Divinópolis tinha um sujeito muito bem apanhado, namorador como ele só. Um dia, enfastiado, ele pensou: "É, já namorei Deus e o mundo... Não, peraí. Deus eu não namorei..."
E foi ser padre.


domingo, junho 01, 2003
 
Eu devia ter desconfiado...
Por exemplo, quando o Pedro falou que ia ter uma festa excelente num lugar maravilhoso com tudo de graça, eu gostei da idéia. Agora, quando ele me deu uma meia feminina com dois buracos para os olhos, eu devia ter desconfiado.
- Mas peraí, e não tem segurança?
- Tem - disse o Pedro - mas fica tranquilo: um amigo já viu o segurança e exclamou que é anão.
Eu devia ter desconfiado.

O fato do endereço ser no número 2000 de uma rua que só ia até o número 1600 devia ter me alertado, mas não... Continuei crédulo, confiante de que tínhamos uma festa para ir. Então paramos numa rua cheia de carros. Fiquei animado. Era a PUC. Entramos de novo no carro... Três paradas depois (um bar mitzva, um velório e um seminário de vendas da Tupperware) chegamos numa casa bonita com a porta aberta.
Entramos e em instantes tudo estava bem: breja na faixa*, elfas e tudo mais.

Até que dei de cara com o segurança. Um sujeito de três metros e 34 centímetros (ele faz questão dos 34cm), com uma suástica tatuada na palpebra e um cassetete na mão. Não, peraí, é o dedo dele. Ele tá apontando pra mim!
- Ah, não! - Eu exclamo...

*Pros não-paulistas: Breja na faixa significa Cerveja grátis.



Peraí, tudo brincadeira: a saída foi jóia, Pedrão! Valeu demais! Espero que você me leve pra ver elfas de novo!
Valeu também pela carona pro Supermercado, Ana. E pela compania, apesar dos 3 a 0 pra você...


quinta-feira, maio 29, 2003
 
Olha que irônico: fui ver Insônia, com o Al Pacino, e dormi no meio...


terça-feira, maio 27, 2003
 
Tou arrasado...

Corpo de Chediak é enterrado no cemitério do Caju, no Rio

Tenho uma porção de livros dele... Até um roubado da Míriam...


segunda-feira, maio 26, 2003
 
Eu quero ver

Matriz Reloaded


e rápido!!!


domingo, maio 25, 2003
 
Dicas de culinária para homens solteiros

Você convidou aquela morena de olhos verdes que você estava rodeando faz um mês para um jantar. Para impressioná-la, você prometeu que faria o jantar. Parecia a melhor dar idéias até você entrar na cozinha e perceber que não consegue diferenciar o escorredor de macarrão do ralador de queijo. Aqui estão algumas dicas para enfrentar a situação:

- Compre produtos da melhor marca. Minimiza o risco de você ter que se esforçar muito para a comida ficar boa. Ligue para sua mãe do supermercado e peça conselhos sobre as melhores marcas de massa e peixe. Ah, peixe não tem marca? Mas qual o melhor tipo?
- Sim, os melhores também são os mais caros! Pense no verde dos olhos dela, respire fundo e coloque os produtos no carrinho. Não se esqueça de um bom vinho. Não, Sang du Bois não é um bom vinho, mesmo com sotaque em francês.
- Chegando em casa, ligue de novo para sua mãe e peça para ela te explicar como preparar o haddock ao molho de gorgonzola e o rondelle de ricota, passas e nozes. Passe pelo questionário que sua mãe vai fazer sobre a moça (obviamente, a essa altura, se não antes, sua mãe já sabe que você está querendo cozinhar para impressionar uma moça). Anote as receitas.
- Siga as instruções passo a passo.
- Procure um artigo na internet de algum degustador de vinho dizendo que não é mais considerado errado tomar vinho tinto com peixe e massa branca.
- Volte correndo à cozinha para descobrir o que faz tanta fumaça.
- Tire a travessa com o peixe do fogão.
- Tire a panela com a massa do forno.
- Inverta! Massa primeiro no fogão e peixe pro forno.
- A campainha toca. Sua visita está duas horas adiantada... Você abre a porta e dá de cara com sua mãe. Ela corre para a cozinha rindo debochadamente da fumaça que continua saindo.
- Sua mãe toma conta da cozinha. Você tenta, em vão como sempre, dissuadi-la a lhe deixar fazer alguma coisa. Sua mãe prepara a comida, o cheiro está realmente delicioso.
- Sua paquera chega. Sua mãe resolve ficar para o jantar.
- Sua mãe te envergonha contando casos de infância.
- No dia seguinte, no escritório, todas as mulheres te olham com um sorriso irônico: "olha lá o cara que convida a mãe pro primeiro encontro".



sexta-feira, maio 23, 2003
 
Pra quem não acredita que eu fui pro Canadá!



Eu sou o da esquerda. Atrás, a prefeitura nova de Toronto.

E, Lu Alves, muito obrigado pela foto!!!


quinta-feira, maio 22, 2003
 
Você se expõe demais. Me dizem. Assim você sofre demais. Me dizem.
Mas não adianta: nasci com a alma nudista...


segunda-feira, maio 19, 2003
 
:
586 racionalizações que venho criando como justificativa para minha covardia em relação a você (uma para cada quilômetro entre Beagá e Sampa...). Dentre as principais estão:
- Meu bigode ia te sujar de rimel;
- Não havia tempo suficiente;
- Minhas relações (um tanto incomuns) com diversas pessoas (em comum) tenderiam a bagunçar o coreto;
- Covardia;
- Tendência à vida celibatária e eclasiástica;
- Seus olhos (não, peraí... seus olhos fazem parte das razões d'eu odiar as racionalizações...);
- Platão;
- Sono e a falta de sono;
- O fato dos gatos realmente terem sete vidas (razão tão boa quanto qualquer outra racionalização...);
- You say "poteitous" and I say "potatous", em especial sobre cães e gatos;
- Eu me apaixonaria - irremediável, inquestionável e incorrigivelmente - por você.



sexta-feira, maio 16, 2003
 
Inocência Perdida

Fui menino até os 23 anos... Lembro-me bem que uma vez, na porta do colégio, a Míriam me convidou para almoçar na casa dela.
- Vamos comer? - ela disse. E eu: - Quem?
Ela riu muito. Para mim, era apenas uma piada antropofágica... Só entendi porque ela riu tanto aos 27. E ela ria, olhava para minha cara, dizia: - E ele nem percebeu o que falou! - e ria em dobro...
Tudo bem, confesso que não fiquei adulto por opção. Tanto que faço questão que todo beijo tenha gosto de primeiro beijo... Mas percebo que a infância é um período cada vez menor do desenvolvimento. Pelas últimas estatísticas, uma menina já pode ser considerada adolescente aos 10 meses de idade. As primeiras palavras da filha de um casal amigo foram "telefone celular".
Mas minha percepção dos fatos não me prepara pra tudo.
Hoje, por exemplo, eu vinha no ônibus para BH. Atrás de mim, duas meninas com seus 8 anos. Adolescentes típicas: relógio, walkman, celular, coca-cola light e chiclete diet. Vinham cantarolando até que uma ofereceu o chiclete para a outra. Quebraram o silêncio do ônibus com a mastigação típica até que uma, revoltada, diz:
- Chicletes é uma porra, mesmo!!!
- Por quê? - pergunta a outra.
- Eu nunca sei se cuspo ou engulo...

Eu confesso, não tava preparado pra isso.
A inocência perdida do título, no caso, é a minha...


terça-feira, maio 13, 2003
 
Conversa hoje com a Natália, que quer me arrumar uma namorada imediatamente. Diz ela que eu não tenho estrutura mental pra ficar sozinho e que se isso continuar muito tempo, vou acabar feito o Wally (personagem do Dilbert).
Conta-nos o Wally que às vezes finge que está engasgado. Ele prende a respiração, tosse e fica apontando as costas, até que alguém chega para fazer uma Manobra de Heimlich. Então ele vira de repente só pra de vez em quando ganhar um abraço...
E diz Nati que eu vou ficar assim.
Então ela começou a investigar as mulheres à minha volta. Pediu descrição das pessoas que eu conheço em Sampa e ficou analisando. Enfim: gostou de algumas e tá me pondo fogo pra ir atrás delas.
Esse é um fragmento de uma de nossas conversas sobre o assunto:

Natalia: uai gu, essa aí pode dar caldo.... conselho meio galinha: sai cas duas, vc ainda num tem q escolher... :)
MSNAugusto: Pois é... E ela tem outra coisa: é mais alta q eu. Vai ser a primeira (se acontecer alguma coisa...)
Natalia: :) Todo mundo vai falar: vc viu o mulherão do augusto?
MSNAugusto: E vão responder: só as pernas... :) Aliás, ela tem muito bom gosto pra cintos...
Natalia: PERNAO!!!!
Natalia: :) :) :)
Natalia: Vamos providenciar uns enchimentos sapatais pra você.
MSNAugusto: Mas dizem q na vertical é ótimo, pq vc pode ficar beijando os seios enqto transa...
Natalia: nao, bobo, umbigo com umbigo dá =. Vc vai usar salto?
MSNAugusto: Não, vou chupar laranja olhando o teto (pra treinar).
Natalia: :) boa tática!!!



 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Exemplos e conselhos

Uma séria, para variar. Começa com um exemplo pra exemplificar o caso dos exemplos...
Um colega hoje me pediu para dar palpite numa proposta de paper dele. Eu li a proposta e comecei a conversar com ele sobre metodologia. Estava defendendo a hipótese de que a metodologia tem que ser escolhida de acordo com as hipóteses que a gente faz e que no caso dele, ele precisava melhorar a hipótese porque daí ele poderia escolher uma metodologia mais adequada do que a que ele havia proposto. Então exemplifiquei dizendo: se você escolher "retenção de talentos" como sua hipótese, você pode montar sua metodologia em cima de tentar identificar as empresas que retém talentos e ver o que elas têm em comum...
Uma amiga nossa, que ouvia a conversa, disse: eu não concordo! Retenção de talentos não é um bom tema...

Essa é uma coisa que acontece muito comigo (por isso imagino que deve acontecer muito em geral): eu uso um exemplo ou uma metáfora para falar sobre um processo e as pessoas tomam a metáfora como o real, ou o exemplo como conselho.
Não me passou pela cabeça dizer ao meu colega quais as hipóteses que ele devia pesquisar. Afinal, a pesquisa é dele. Peguei retenção de talentos porque era a primeira de uma longa série de fatores que ele havia colocado na revisão bibliográfica. O que importava para mim era o processo metodológico.

Já tive discussões homéricas com pessoas porque elas pegaram meu exemplo como o que importava, enquanto que o que eu queria era que a pessoa entendesse os processos por trás do exemplo. No pouco tempo em que fiz psicologia clínica e durante consultorias, descobri que precisava tomar muuuito cuidado com isso, como naquela piada da lógica portuguesa do aquário.

Aí fiquei pensando no porquê de se fazer isso. E a hipótese que me veio na cabeça é que aceitar um conselho (ou recusá-lo) é muito mais "tranquilizador" do que entender um processo e ter que refletir sobre ele. No caso em questão, por exemplo, acho que o que a nossa colega queria era acabar rápido com a "dúvida" de "o que fazer do meu paper?". A dúvida tem sido banida dos ambientes de pesquisa, pelo menos dos que eu convivo... Seria por que a dúvida remete à incerteza? Será que até nisso se pode ser Freudiano? Queria saber se alguém já fez alguma análise sobre o positivismo, o racionalismo e o funcionalismo como "tentativas sociais de controle das pulsões e alívio das tensões relacionadas a essas pulsões", como descreve Freud no Totem e Tabu e em outros textos sociológicos.

Para mim, a essência da pesquisa deveria ser a reflexão sobre a dúvida. Não para exterminá-la. Pelo contrário, para aprofundá-la.

PS: As duas últimas Revistas de Administração de Empresas - RAE - trouxeram artigos que aprofundaram minha dúvida sobre como se faz ciência hoje. Depois preciso escrever sobre isso.


sábado, maio 10, 2003
 
Não sou obrigado...
O que a gente não faz pelas amigas, né? Por exemplo: baixei "P da vida" do Dominó, no Kazaa... Só sendo muito amigo mesmo pra fazer isso... Meu computador ficou tão revoltado que deu uma tela azul escrita: "General Taste Failure" e desinstalou minha placa de som...

Tive que colocar "Eu te devoro", do Djavan, pro computador destravar...


terça-feira, maio 06, 2003
 
Standing Outside The Fire
Written by: Garth Brooks, Jenny Yates
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We call them cool
Those hearts that have no scars to show
The ones that never do let go
And risk the tables being turned

We call them fools
Who have to dance within the flame
Who chance the sorrow and the shame
That always comes with getting burned

But you've got to be tough when consumed by desire
'Cause it's not enough just to stand outside the fire

We call them strong
Those who can face this world alone
Who seem to get by on their own
Those who will never take the fall

We call them weak
Who are unable to resist
The slightest chance love might exist
And for that forsake it all

They're so hell-bent on giving ,walking a wire
Convinced it's not living if you stand outside the fire

Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried, it is merely survived
If you're standing outside the fire

There's this love that is burning
Deep in my soul
Constantly yearning to get out of control
Wanting to fly higher and higher
I can't abide
Standing outside the fire


Olha que melhora: a música tema agora é Standing Outside the Fire...


segunda-feira, maio 05, 2003
 
Piada óbvia:
A moda em Sampa é misturar Coca-cola com Tubaína.


domingo, maio 04, 2003
 
Às vezes, por alguma estranha razão, uma música acaba descrevendo exatamente o que você tá sentindo, como se fosse uma trilha sonora.
Minha música hoje seria:

Inda lembro o que passou, eu e você em qualquer lugar, dizendo "aonde você for eu vou"... E quando eu perguntei ouvi você dizer que eu era tudo o que você sempre quis. Mesmo triste eu tava feliz e acabei acreditando em ilusões... Eu nem pensava em ter que esquecer você.
Agora vem você dizer: "Amor, eu errei com você, e só assim pude entender que o grande mal que eu fiz foi a mim mesmo."
Vem você dizer: "Amor, eu não pude evitar..."
E eu te dizendo "liga o som e apaga a luz..."


Com a Marisa Monte e o Ed Motta

Será que eu não consigo simplesmente ligar o som e apagar a luz?


sexta-feira, maio 02, 2003
 
Vou contar uma coisa do outro mundo pra vocês:
Ontem, eu cheguei tão bêbado em casa que quando o porteiro abriu a porta, ao invés de dizer muito obrigado, eu disse: Muito embriagado.
Ao invés de "de nada", ele respondeu "percebe-se".
Fiquei meio sem entender...


quinta-feira, maio 01, 2003
 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Boo e o retorno do recalcado



James P. Sullivan é um funcionário exemplar. Todos os dias ele acorda cedo e treina para ser o melhor trabalhador de sua empresa. E ele é! Tanto que está a ponto de se tornar o detentor do recorde de todos os tempos de sustos. Sully, como é conhecido, é o funcionário padrão da Monstros S.A. Seu principal recurso de trabalho encontra-se atrás de uma porta de armário fechada. O que há lá dentro, produz energia para toda a cidade. No entanto, o que há lá dentro não deve nunca, em hipótese alguma, ser solta no mundo dos monstros. É uma tóxica, letal e cheia de germes criancinha. Um simples contato com o ser do outro lado e pronto. Você está morto ou precisa, no mínimo, ser descontaminado por forças sociais poderosas: A Agência de Detecção de Crianças! (PS: Se você não viu o filme, é melhor parar por aqui, ou vai perder a graça...)
Sully é perfeito em seu trabalho até que, um dia, uma porta fora do lugar acaba por levá-lo a deixar uma criança entrar em seu mundo. A princípio, é o total pânico para ele. Medo da criança, medo de ser banido da sociedade dos monstros, medo da morte... O tempo passa e ele, lá pelas tantas, descobre que a criança - que ele chama de Boo - não é assim tão perigosa. Mais que isso, ele descobre que se a opressão pelo medo é capaz de fazê-la gerar energia, uma gargalhada saudável da menina é capaz de gerar 10 vezes mais!
Essa descoberta vai mudar não só a vida de Sully como de toda a sociedade.
Agora me digam: é um filme psicanalítico ou o quê?


Boo, de Monstros S.A. tirado do site www.rottentomatoes.com


segunda-feira, abril 21, 2003
 
Essa história merece ser colocada aqui, afinal de contas, pegar no pé da Cris é uma obrigação da qual eu não me eximo. Foi um mail mandado pela Lu Alves e confirmado pela Tânia Parede, conhecida como Concretão do Banhado.


Oi, gente!
Vocês se lembram dessa frase: "Eu vejo gente morta"?
de quem é essa frase? Do filme sexto sentido?
Erraram!!!!

Para quem não sabe, Tânia, Marcelo e Cris foram outro
dia na casa da Teté, e ela contou um caso muito
interessante. Quanto minha vó morreu, a Cris chegou
para a Teté e teve o seguinte diálogo:
[Cris] - Você é que é a vó da Tânia?
[Teté] - Sim
[Cris] - Mas você é a vó que morreu ou a que está
viva?


E aí, vocês ainda têm coragem de andar com a Cris?
Pensem melhor... ;^)

Super beijo,
Lu




domingo, abril 20, 2003
 
As vantagens e desvantagens de conversar com a Andréia.

Outro dia, ela me contando:
- Aí, eu pergunto pra infeliz se ela tá tomando algum remédio e ela responde: Laxante. "Laxante? Quem te receitou isso?"
"A neura".
Eu já começo a rir: parece história do Cardir, neuroses receitando laxante...
Mas Déia me explica:
- O neurologista, o neuro, a neurologista, a neura.
Foi assim que descobri que a Andréia era a "gastra"...
E o "laxante"? É um relaxante. Mas sigam a lógica da infeliz:
Laxante de barriga relaxa lá em baixo, laxante de cabeça relaxa aqui em cima...

E hoje, eu fui conversar com ela de novo. No fundo, um "uooooooooooooooooouoooooooooooo". Lá pelas tantas, eu pergunto:
- Tem alguém gritando aí?
- Não, é uma broca.
- Broca? A essa hora? (eram nove da noite...)
- É, eu tou no centro cirúrgico. A neura tá operando...
Broca... Neurocirurgiã...
- Um infeliz deu um tiro na própria testa...
- Pára de contar!! Pára de contar!!




quinta-feira, março 20, 2003
 
Houveram ocasiões em nosso país onde a vontade do povo que aqui vive foi subjugada pela força da opressão e das armas. Chamamos isso de Ditadura.
Houveram ocasiões em nosso país onde a vontade do pove que aqui vive foi subjulgada pela força da opressão e das armas. Chamamos isso de Crime Organizado.
Nas duas situações, a democracia se viu (vê) solapada pelo poderio bélico.
Como classificar as ações dos EUA na guerra contra o Iraque?

E o pior é a ironia: A operação se chama Liberdade do Iraque (Freedom Irak)...
Livre de sua liberdade? Livre do direito de exercer sua vontade? Livre de seu petróleo? Liberdade de que, afinal?




sexta-feira, fevereiro 28, 2003
 
Hoje foi "acusado" de ser pessimista e pós-moderno. Ora, eu sou super otimista! Acredito, por exemplo, que a humanidade vai se autoexterminar uma hora e o planeta vai poder voltar a evoluir após isto.
Quer mais que isso???


terça-feira, fevereiro 11, 2003
 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Atraso na regra
Não, não vou falar de gravidez...
Um ano tem 365 dias e seis horas, o que origina o famoso ano bissexto a cada quatro anos... Obviamente existem imperfeições nesses números mas vamos presumir que essas medidas são exatas, ok? Bom, isso significa que de quatro em quatro anos o signo de peixes ganha um dia a mais, certo?
Isso porque, ano bissexto ou não, a data dos horóscopos é fixa. De acordo com um site na internet (estou acreditando nele sem fazer maiores pesquisas...) - o Busca Horoscopo.com - áries vai de 21 de março a 19 de abril, touro vai de 20 de abril a 20 de maio, etc. etc. etc. De acordo com o mesmo site, os signos do zodíaco "indicam em que setor se encontra o sol no momento do nascer", em relação às constelações. Vamos presumir que as constelações e o Sol estivessem fixos, o que significariam que essa posição, relativamente, dependeria apenas do movimento da Terra. Isso pra facilitar o cálculo.
Vejamos então: o horóscopo zodiacal, de acordo com aquele site lá, foi criado pelos babilônios cinco séculos antes do século 0 (o do suposto nascimento de cristo). Há 2500 anos atrás.
Se multiplicarmos 2500 por aquelas seis horas de erro, temos aproximadamente:
2500 anos X 6 horas por ano = 15000 horas = 625 dias = aproximadamente 21 meses. O que significa que, naquelas condições ideias de sol e constelações fixas, os horóscopos calculados hoje tem um erro de 21 meses. Aceitando que doze meses de atraso concidiriam de novo com o horóscopo inicial (numa aproximação bastante tosca!) teríamos um atraso de 21 - 12 meses = 9 meses de atraso. Ou três meses adiantado.
O que significa que eu não sou de escorpião, sou de leão...
Faz sentido?





terça-feira, fevereiro 04, 2003
 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Mainframes de Deus
Ok, isso é complicado, então vamos por partes.
Em primeiro lugar: você acha mesmo que seu computador sabe da sua existência? Vc acha q o processador entende q existe um teclado físico do qual ele recebe impulsos elétricos? Não, né? Seu computador só sabe que ele é um sujeito perdido no espaço, se alimentando de um gerador que para ele é como um prato de arroz com feijão. Ou ainda: um soro fisiológico injetado na veia alimentando-o continuamente. Um cordão umbilical, pra ser exato.
Ele também sabe que recebe impulsos do exterior e que tem que agir de acordo com o impulso pra fazer qualquer coisa. Mas ele não tem idéia do porquê. Ele sabe que cada vez que recebe um determinado impulso inconscientemente vão acontecer coisas dentro dele e ele vai dar uma resposta.
Até pouco tempo atrás, seu computador achava que ele era o único ser no mundo. Dormindo quando desligado, se alimentando e reagindo aos choquezinhos que leva (resultado do seu teclar...).
Até que apareceu a internet e ele descobriu que existem outros iguais, e agora há uma sociedade de computadores, organizada. Ainda assim, eles se conhecem, mas não fazem nem idéia de que estamos aqui fora.
Entretanto, eles devem ter essa impressão de que alguma força maior guia suas vidas. Por isso as coisas não são sem sentido. Existe uma razão para a vida, apesar dele não saber qual é. Seu computador imagina: se eu dei essa saída é porque Deus assim o quis!
Deus, no caso, é você, jogando Paciência Spider.
Segundo fato: Primeiro, existiram os supercomputadores. Aqueles que ocupavam uma sala inteira e faziam contas muito simples mas muito úteis. Uma evolução e tivemos os mainframes gigantescos, dez, vinte vezes maiores que um computador atual. Mas agora temos os leves e potentes notebooks, que gastam muito menos energia e trabalham muito melhor. Os mainframes quase se extinguiram... Alguns poucos sobrevivem...
Um terceiro argumento: Os homens fazem as coisas à imagem e semelhança de Deus. Nossa lógica nada mais é que uma simplificação da lógica de Deus e nossas invenções nunca se distanciam muito da natureza. Os robôs, por exemplo, têm "músculos" que funcionam como os nossos.

Conclua comigo então: Os dinossauros eram os mainframes de Deus. Os australopitecos os desktops e gosto de pensar que nós somos os laptops de Deus. No fim das contas, a sociedade nada mais é do que Quake em rede...
E as baratas, o que são? São os palmtops de Deus. É claro! Falta saber se assim como os mainframes foram substituídos, um dia os laptops serão substituídos pelos palms. Se forem, é hora de começarmos a tratar as baratas como nossas herdeiras...
Faz sentido?


 
E pra quem possa interessar: Dormi hoje a noite inteira! :)
Da meia noite às sete da manhã! Agora é so ver se eu acostumo...


 
Insetos são mesmo animais estúpidos...
Hoje, quando saí do banho, percebi que uma pequena borboleta preta e amarela havia entrado no meu apartamento. Fechei a janela para trocar de roupa e acendi a luz. Instantes depois, ouvi uma vozinha fina e esganiçada gritando:
- Alcancei o sol, alcancei o sol! Todo mundo disse que era impossível mas eu alcancei! Há há há, espera eu contar pra minha mãe!
Olhei para cima e vi a lezeira da borboleta voando ao redor da lâmpada...
Como estava com pressa, vesti a roupa, abri a porta e apaguei a luz. Antes de trancar a porta, ainda ouvi a voz esganiçada:
- Essa não... Apaguei o sol! - e, contemplativa - não devia ter lambido as patinhas antes de tentar pousar nele...

Agora me conta: são ou não são patéticos???


sábado, fevereiro 01, 2003
 
Fight Club


 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Darwin e a Sociedade
O que somos é resultante de nossa definição genética ou da influência social? Essa é uma pergunta que muita gente tem feito por aí. A minha opinião é: essa separação não existe. É artificial e "didática", e leva a problemas sérios, como nos fazer esquecer que dependemos da natureza para continuar vivos nesse planeta. Mas essa é outra discussão.
O que quero discutir agora é que, se Darwin estava certo e existe uma seleção natural baseada nas condições de vida, então a sociedade transforma o que é genético. Não muito rapidamente, obviamente, mas transforma. Vamos pensar no exemplo do papel da mulher na sociedade.
Historicamente o homem era mais forte fisicamente que a mulher. Quando a sociedade ainda não estava organizada, isso garantia ao homem a possibilidade de passar seus genes à frente agarrando a mulher a força e pronto. E assim foi por muitos e muitos séculos.
Mas a sociedade mudou. Ética e direitos humanos - Graças a Deus - começaram a fazer parte da sociedade e agarrar uma mulher a força já não é a forma correta de fazer... Apesar da revolução sexual ter sido na década de 60, esse movimento é mais antigo. Vemos no renascentismo e no romantismo o afloramento de mulheres fortes e o começo da valorização da mulher inteligente além de bonita, embora ainda insipiente...
Hoje, na maior parte da sociedade, o homem forte não garante mais que seus genes serão passados para frente. As mulheres tem começado a preferir aqueles homens que enxergam nela mais que uma vagina servindo o almoço. De certa forma, as mulheres tem feito uma nova "seleção natural" quando procuram homens que as respeitem, que as vejam como iguais e que saibam compartilhar contas e emoções na mesma medida. E os homens mais adaptados aos novos tempos serão aqueles que terão filhos com essas mulheres, acabando por formar a nova raça humana, daqui a alguns séculos...
Faz sentido?


 
Tétricas Teorias Hipotéticas: Ratos violentos
Foi feita uma experiência com ratos uma vez. Os ratos foram deixados com água e comida em abundância e começaram a se multiplicar. Não havia nenhum predador que os ameaçassem, os ratos doentes eram tratados ou retirados, impossibilitando que as doenças diminuissem siginificativamente o crescimento da amostra de ratos da experiência, e assim os ratos cresceram e se multiplicaram. Até que o viveiro estava abarrotado de ratos!
Daí, os cientistas perceberam dois fenômenos acontecendo: em primeiro lugar, uma proporção menor de ratas ficava grávida, assim o número de nascimentos diminuiu relativamente à proporção do começo da experiência. Além disso, os ratos começaram a ficar violentos. Os mais fracos começaram a ser mortos e os ratos brigavam entre si todo o tempo.

Somos 6.2 bilhões de seres humanos.
E, estranhamente, os casamentos andam diminuindo e o número de filhos anda diminuindo, relativamente ao número de nascimentos há 50 anos atrás. As pessoas estão tendo filhos mais tarde.
E os jovens vão para a escola com as armas do papai e matam seus coleguinhas.
E os Estados Unidos tentam fazer guerra e usar bombas nucleares com quem for mais fraco e estiver mais longe (que eles não vão ser bobos de mandar uma bomba nuclear no México pra receberem os efeitos depois, né?).
E a vida humana fica cada dia mais desvalorizada...
Pensa bem: quantas vezes você disse: "ah, não! Não me dá essas pratinhas de um centavo não pelo amor de Deus. Fica com isso aí procê!" ou recebeu as pratinhas e jogou na rua? Quantas vezes você disse o mesmo para uma nota de 100 reais???
E quantas vezes você disse: "ah, não! Não vem pedir esmola não que eu fecho a janela na sua cara"?
Quantas vezes você abaixou pra pegar uma pratinha de 1 centavo? Ou pra ajudar aquele menino deitado com frio dormindo na rua?
Eu sei, não é culpa sua e tal... Não estou defendendo que você leve todo menino que encontra para casa... Estou só constatando: a vida humana vale tanto quanto uma moeda de um centavo. Tem aos montes e ninguém se importa.
Na China, as crianças são abandonadas para morrer... Para eles, não é pecado: é gente demais!

Um adendo: mesmo entre os mais pobres, a quantidade de nascimentos tem diminuído. Ainda assim, uma família grande pobre tem mais chances de sobreviver que uma família sem filhos: os filhos aos dois anos já podem pedir esmola e aumentar a renda familiar.

Faz sentido?


 
Comentários:
Tétricas Teorias Hipotéticas:
Acho que vou começar a fazer aqui o "Tétricas Teorias Hipotéticas", que é uma seleção de teorias absurdamente viajadas que desenvolvo enquanto estou no banheiro ou no metrô. É um pouco O Queijo e os Vermes, livro do qual muito me falou a Parede - outra que não a parceira do Pedro Luiz - Tânia Alves - não a cantora... - sobre um sujeito que dizia que "... tudo era um caos, isto é, terra, ar, fogo e água juntos, e de todo aquele volume se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos...".
Bacana, né?
Algumas de minhas teorias são sobre assuntos sérios. Outras nem tanto. Mas a maioria é pura baboseira... :) Vamos começar com duas sérias, depois escrevo minha teoria a respeito dos dinossauros...


quarta-feira, janeiro 29, 2003
 
Tava lendo o comment da Mafalda dizendo que não confia em homem que não bebe, porque normalmente tem vícios bem piores, e resolvi contar que meu defeito é o pior! Tenho a famigerada Síndrome de Chris O'Donnel.

em um episódio bastante antigo de Maybe It's Me, uma série fraquinha da Sony (se não me engano), aconteceu o seguinte:
O irmão de Molly (é isso?), a protagonista, era um cafajeste e todas as mulheres se arrastavam de fasto por ele... Mas ele desprezava e abandonava a todas. Até que um dia se apaixonou de verdade! E pediu à irmã para ajudá-lo a se tornar o homem perfeito... Então ela o ensinou a ser sensível, chorar no final de Titanic, ouvir o que a musa dizia e não tentar resolver os problemas pra ela, mas ao invés disso dar apoio às decisões dela, enchê-la de carinhos e beijinhos e todas essas coisas por aí.
Obviamente, o cara tomou um fora absurdo! Passou dias assistindo Titanic...
A irmã, por fim, foi atrás da tal musa do irmão e perguntou por quê. Por que ela o tinha abandonado agora que ele era o homem ideal perfeito do sonho de todas as mulheres. A resposta foi: O cara de repente ficou tão afetado! Molly insistiu que achava que o irmão era o homem perfeito, então a tal musa perguntou: De quem você gosta mais: Russel Crowe ou Chris O'Donnel?
Molly ainda tentou contestar, mas era impossível: ela preferia Russel Crowe...

Desde então, fiz esse teste com as mulheres que conheço (algumas defensoras do homem ideal perfeito) e todas me deram a mesma resposta: Russel Crowe!

Não há como negar: EU preferiria o Russel Crowe!

A tempo: uma respondeu diferente: Poeminha. Mesmo meses antes da gente pensar em ficar juntos, ela respondeu na lata (até me assustei, me lembro bem): Chris O'Donnel, acho o Russel Crowe um ser nojento, batráquio fedorento (ou algo assim...)
A tempo dois: Arrastar de fasto é uma homenagem à Racciolina...


 
Tava conversando com a Déia hoje e cheguei a uma conclusão: Estou em depressão de fundo monetário...


terça-feira, janeiro 28, 2003
 
Pensamento filosófico da semana:
Nada mais determinado que um homem indo ao banheiro.
Ele é capaz de dizer "não", de cumprir a meta (quase sempre dentro do prazo, fora alguns casos isolados mas trágicos!) e de não deixar nada entrar em seu caminho.

Sei disso, porque ontem fui num restaurante alemão com meu primo Carlos Luiz "Gaúcho" Galery, comi muita salsichon, muita molho tártaro e, por educação, bebi dois chopps (quem me conhece sabe que eu odeio chopp, mas eu não tinha como negar a ele, que tava pagando... :) ). Resultado: Cabeça enevoada, estômago embrulhado e intestino dessaranjado...


segunda-feira, janeiro 27, 2003
 
Há há há! Fui no Extra e comprei hortelã...
Minha mãe me mandou uma dica séria: comprar louro pra espantar as formigas. Diz ela que funciona. Como estou a ponto de enlouquecer, resolvi testar. Fui ao Extra e comprei um maço de hortelã. Espalhei pela casa afora e agora que fui checar a dica...: Era LOURO!
Me lembrei que uma vez a Natália me mandou comprar salsinha e eu voltei com um maço de coentro. Ela me xingou, porque além de tudo EU odeio coentro então ela não podia usar.
Eu sorri e disse a ela: não preocupa, vou lá e troco!
Fui lá e voltei feliz com um maço de cebolinha...

Recebi um texto da amiga Mel, outro dia, onde ela conclui: "- Quer saber, moço? Carro, pneu, estas coisas não são coisa de mulher não... O melhor mesmo é escrever para um blog." Pois eu afirmo: Cebolinha, salsinha, coentro, hortelã... Isso não é coisa de homem não... Eu troco pneu pra vocês, meninas, e vocês compram os vegetais...
E, é óbvio, escrever para um blog...


domingo, janeiro 26, 2003
 
Como a falta de inspiração anda terrível, vou comentar os livros de ficção que li o ano passado (ou pelo menos os que eu lembrar...)

1. O senhor dos anéis.
Comprei uma edição com os três livros juntos. Meu preferido ainda é "O retorno do rei". E descobri que o Frodo e o Sam são mesmo gays... Lá se foi parte da minha inocência infantil...

2. Melhores momentos de 'os normais'.
O livro do ano. Li pelo menos seis vezes e me inspirou a fazer o saudoso "Diálogos Normais", com a Melânia.

3. A mesa voadora
Luis Fernando Veríssimo ainda é meu escritor de humor favorito, mas confesso que fiquei frustrado: Já havia lido a maior parte das crônicas em outros livros... Quando é que ele vai lançar um livro todo inédito? Mesmo assim, estou querendo ler "Poesia a uma hora dessas?".

4. Hannibal
O final do livro é 1000 vezes melhor que o do filme. Vale a pena só pelo final!

5. The turn of the screw
Desde "Sombras da noite", do Stephen King, que eu não tinha tanto medo de virar a página de um livro...

6. Nois sofre mais nois goza
Muito muito engraçado, mas quem assina a Folha já leu tudo, pois é uma coletânea de crônicas ou frases do Simão pra sua coluna na Ilustrada. Ainda assim, vale a pena porque é muito muito engraçado!

7. Different seasons
Das quatro histórias do livro, três viraram filme e a outra virou um episódio de seriado de terror... Rita Hayworth and the Shawshank Redemption virou um filme belíssimo, chamado em português de "Um sonho de Liberdade", com o Tim Robbins e o Morgan Freeman. Apt Pupil virou "O Aprendiz", um filme perturbador com o "Gandalf" Ian McKellen e "The body" virou um filme que me encantou na adolescência, "Conta comigo".

Teve mais livro... Depois completo...


sexta-feira, janeiro 17, 2003
 
Mais Vinícius:
Olha que lindo: O Vinícius também é fã de dois pontos!!!
No conto "Seu 'Afredo'" ele escreve dois no mesmo período, que nem eu tenho mania!
"Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
- Cantas?"

Ehhhh! E um viva aos dois pontos!!! :-)


 
CONTRIBUIÇÃO DE DONA MÃE PARA A ANT-GUERRA: Formicida ecológico:
Não sei de quem é. Se alguém souber, por favor avise preu dar os créditos...


quinta-feira, janeiro 16, 2003
 
Mas, ao que parece, é necessário mais do que algumas anoréticas perdidas no mundo e em si mesmas para que o o moço tome tento. Aliás, como qualquer um de nós homens:
(...)
De que mais precisa um homem senão de uma mulher pra ele amar, uma mulher com dois seios e um ventre, e uma certa expressão singular? E enquanto passando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de um carinho de mulher quando a tristeza o derruba, ou o desatino o carrega em sua onda sem rumo?
Sim, de que mais precisa um homem senão de suas mãos e da mulher - as únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo mar, pela terra, pelo amigo...

Vinícius de Moraes, "Libelo", abril de 1950. Em Para uma menina com uma flor, da Companhia das Letras.



quarta-feira, janeiro 15, 2003
 
Ao que parece, as mulheres conseguem irritar qualquer um. Até Vinícius...:
Meninas sozinhas, perdidas no mundo e dentro de si: eu gostaria de tocar-lhes xilofone nas clavículas, harpa nas costelas, cuíca na caveira e gostaria também de lhes pedir emprestados os fêmures e com um fazer uma flauta, e com o outro bater um fantástico tambor feito da pele dos seus ventres bem esticada sobre sua ossada pélvica. E gostaria que o som saisse do xilofone e da harpa e da cuíca e da flauta e do tambor dissesse Hitler!
Meninas sozinhas, perdidas no mundo e dentro de si: ó abstratas, mímicas ganglionares! - feixes de ossos armados para a fogueira de todas as esperanças, todos os votos, todos os desejos.

Vinícius de Moraes, "Meninas sozinhas perdidas no mundo e dentro de si", agosto de 1944. Em Para uma menina com uma flor, da Companhia das Letras.


terça-feira, janeiro 14, 2003
 
Crônicas da Ant-Guerra:
Do diário de CX4D12AB, um dia do começo de outubro de 2002:
nossa terra andava em total escassez. acontece de vez em quando. andávamos por toda a extensão, das fronteiras do mundo exterior até o lago intermitente, e a comida se restringia a uma ou outra mosca morta que encontrávamos.
mas as coisas hoje devem mudar. um novo gigante chegou. seu tamanho é assustadoramente grande, algo como milhares, talvez milhões de nós. sabemos que sua chegada significa que centenas de nós morrerão embaixo de seu dedão ou sob o efeito de suas armas químicas. mas ao mesmo tempo significa que a fartura voltará à nossa terra e que o sacrifício dessas bravas guerreiras não será em vão. Foto tirada do site http://www.bioatividade.hpg.ig.com.br
levamos a notícia à nossa rainha que abriu suas mandíbulas poderosas numa gargalhada feliz e subnutrida! em minutos, toda a colônia soltava pequenos uras e vivas e a alegria tomou conta de nossa nação! cantamos alguns xaxados para comemorar. espero sobreviver para aproveitar a fartura!

Do diário de CX4D12AB, um dia do fim de outubro de 2002:
esse filha da mãe não come!!! não é possível... nem geladeira o infeliz tem!!! a situação continua crítica para nós. ontem, fomos chamados para guardar uma porção de comida encontrada por ADD14BXL4. era uma meleca num pedaço de papel higiênico em um saco pendurado no banheiro. se o porcaria do gigante fosse diabético, acabaríamos por roubar xixi...

(Nota explicativa: Os escritos aqui transcritos foram obtidos a partir da análise em microscópio eletrônico das formigas mortas por Augusto Galery no que ficou conhecido como a Ant-Guerra. A maioria das formigas carregava consigo esses pequenos diários nos quais registravam suas vidas. Devem ser formigas adolescentes...)


sábado, janeiro 11, 2003
 
Algumas coisas muito estranhas que ando vendo:
A Syang era do De Falla! Falta saber se da época do De Falla Popozuda ou do De Falla It's fucking boring to death...
O Léo Jaime é comentarista de futebol do SBT! E, gordo como nunca, comprova que "o problema é o regime/ que não traz satisfação".
O Jorge Lafond morreu!!! De bobeira e parada cardio-respiratória...

Nisso tudo, a única coisa que me tem parecido extremamente correta é o Lula, presidente, mandando "um cheiro" pras pessoas que ouviam seu comício e pedindo pra ajudar quem passava mal.


sexta-feira, janeiro 10, 2003
 
Poeminha me perguntou se eu gostaria de fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo:
Respondi, usando uma lógica afetiva, que não: que amo uma mulher de cada vez e que só faço amor com quem amo. Em resumo, que sou monogâmico.
Mas não é bem assim.
A verdade é que gosto de fazer amor como gosto de escrever poesia. De forma única, sentimental, intensa. Com todo meu coração e toda minha imaginação voltada para aquele instante e para aquele tema. O papel é minha cama quando escrevo. As palavras são carícias. O êxtase do poema pronto é o mesmo do gozo. Ver alguém amando o poema é o mesmo que sentir as contrações do gozo da pessoa amada.
Entrego-me, de corpo e alma, ao meu tema: seja o poema, seja a mulher.
E nunca consegui fazer um poema enquanto pago uma conta no banco ou compro livros pela internet. Nem mesmo consigo deitar-me ao mesmo tempo com dois poemas. Mais que isso, nunca tive vontade ou intensão de fazê-lo, e cada vez que o telefone toca enquanto escrevo um poema, brocho. E preciso de novo me entregar ao poema ao final do chato incômodo.
Portanto, nunca faria amor com duas mulheres ao mesmo tempo.


quinta-feira, janeiro 09, 2003
 
O meu nome é Fofão
Eu vou explicar porquê
Eu nasci na Fofolândia
É por isso que eu sou
Diferente de você

Meu planeta pra dormir
Não precisa usar colchãoFofão
Porque tudo lá é fofo
É macio até o chão

(Coro de crianças:)
O mar é feito de espuma
O céu é feito de algodão
Pra conhecer a Fofolândia
Basta ter amor no coração...

HOMENAGEM À MINHA AMIGA-IRMÃ MIRINHA, pelo seu Aniversário (incrível, hein? Lembrei no dia!!!)


 
Hoje eu descobri um segredo feminino:
Pois a Pati veio até Sampa e nós fomos comer numa cantina italiana no bexiga. Com direito à corna da Luciane pedir pro cantor cantar Caruso na nossa mesa. Foi divertido, perguntem à Pati!
Lá pelas tantas, as meninas na mesa, balzaquianas (com todo o carinho: ainda são minhas preferidas), começaram a contar que já mentem a idade pros rapazinhos: "Eu fui numa boate e o garoto perguntou o que eu fazia: Quarto período de medicina" respondeu a cirurgiã cardíaca... "E ele ACREDITOU!!!", concluiu, saraivicamente. E por aí foi.
Aí eu fiquei imaginando o cara, depois, comentando com um amigo: "é, as mulheres são mais maduras que os homens mesmo... Imagina que eu conheci uma menina que tá no início de medicina, mas a mulher tinha uma cuca de quem tem uns, sei lá, trinta anos, saca?"

É...


terça-feira, janeiro 07, 2003
 
Resoluções:
Minha resolução de ano novo neste reveillon é: A partir desse ano vou ser: frio, calculista, mesquinho, interesseiro e explorador. É uma bela resolução, pois essa vida sem dinheiro anda me chateando. Até minha mãe concorda: quando disse pra ela, ela respondeu: um pouquinho de realidade vai mesmo bem nessa sua cabeçorra (ou qualquer coisa assim).
Mas resoluções de ano novo não são fáceis de cumprir. Hoje, por exemplo, resolvi (às 3:30 da manhã) comprar um caderno pra anotar as atividades (exploratórias) que passaria a meus monitores de pesquisa. Por isso, vesti minhas pantufas e fui para o Extra 24 horas.
Depois de passar os olhos nos cadernos pequenos, um me chamou a atenção. Meio caro, mas eu gostei. Resolvi levá-lo. Tinha um símbolo que eu recordava de algum lugar, e gostava. Fui andando até o caixa, não sem antes pegar umas broinhas pro café da manhã, e olhando o caderno. No caixa, caiu a ficha: era o símbolo do Câncer de Mama no Alvo da Moda. Diabos! Como é que eu posso ser mesquinho e interesseiro com um caderno desses.



Fui lá e devolvi! Viram? Agora sou durão!!!